Proteção de Tetos de Reservatórios

Proteção de Tetos de Reservatórios – As estruturas de concreto armado expostas à agressividade do meio devem ser sempre avaliadas, pois a construção pode apresentar sérios problemas de patologia ao longo do tempo, que acarretam em altos custos de manutenção e perda da vida útil.

Dentre dos diferentes parâmetros que contribuem para a degradação das construções temos o problema da corrosão das armaduras dos tetos dos reservatórios, que estão expostos à ação do cloro dissolvido na água potável.

Seguindo as recomendações da Norma ABNT NBR 6118:2014, tabela 7.2 – Nota c)Nas superfícies expostas a ambientes agressivos, como reservatórios, estações de tratamento de água e esgoto, condutos de esgoto, canaletas de efluentes e outras em ambientes química e intensamente agressivos, devem ser atendidos os cobrimentos da classe de agressividade IV. Em várias ocasiões este cobrimento nominal das armaduras não é cumprido.

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De acordo com a Norma ABNT NBR 15575-Norma de desempenho de edificações habitacionais, a vida útil mínima de projeto de estruturas deve ser ≥ 50 anos.

Segundo o trabalho apresentado no Congresso do Ibracon 2013 – Estruturas de Concreto para abastecimento de Água – Um Estudo das Incidências das Anomalias e Causas (Renata Garrido; Lilian Quattrone Gregorio; Lucy Inês Olivan; Luércio Scandiuzzi; Olga Shizue Taki), de um total de 197 reservatórios da Sabespe vistoriados, 45,2% das anomalias observadas estavam relacionadas à corrosão das armaduras na face interna dos reservatórios.

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Foto 1 – Teto de reservatório em processo de corrosão da armadura

Determinou-se que a anomalia mais recorrente é a armadura exposta e corroída nas faces internas dos reservatórios. Para esta condição, a Figura 05 apresenta a distribuição das percentagens nos elementos estruturais.

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A maior incidência desse tipo de anomalia ocorreu na laje de cobertura, com cerca de 64%, e a causa provável para essa anomalia, foi a deficiência de cobrimento da armadura, com cerca de 79%, conforme mostrado na Figura 06.

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O cloro presente na água potável libera o íon cloreto, que pode ser considerada uma das principais causas da corrosão das armaduras.

Os poros da estrutura do concreto influem diretamente no mecanismo da corrosão, que é eletroquímica e necessita de um meio aquoso e da presença de oxigênio para que realize. A corrosão aumenta com o aumento da umidade relativa, atingindo um valor máximo quando a umidade relativa está em 95% e a umidade presente no teto dos reservatórios esta perto do grau de saturação.  

SOLUÇÃO VIAPOL – Proteção de Tetos de Reservatórios

Em função da grande quantidade de estruturas de tetos de reservatórios que vêm apresentando problemas relacionados à corrosão de armaduras induzida por cloretos, uma impermeabilização adequada do teto dos reservatórios se torna recomendável, quando se busca uma vida útil sem custos elevados de manutenção.

A VIAPOL recomenda a execução de um tratamento impermeabilizante, anticorrosivo a ao mesmo tempo seja barreira de vapor, de forma a impedir o ingresso do cloreto no concreto armado.

Dentro de várias opções disponíveis, o Viapoxi Coat é a melhor indicação quando se analisa o custo/benefício.

Viapoxi Coat é um revestimento epóxi poliamida, flexibilizado, isento de solvente, bi componente, com elevada resistência química, impermeável a água e ao vapor. É indicada para aplicações em superfícies horizontais e inclinada.

Viapoxi Coat possui elevada resistência mecânica e química, excelente aderência sobre concreto, argamassas, estruturas metálicas etc. e é indicado para o contato com água potável sem alterar a potabilidade da água.

Características

  • Densidade (A+B): 1,6 g/m²
  • Tempo de utilização após mistura dos componentes: 2 horas ( 25 ºC ).
  • Intervalo entre demãos: 4 a 12 horas
  • Cura Inicial 24 horas
  • Cura Final 14 dias
  • Temperatura de aplicação Máx.: 35 ºC – Mín.: 10 ºC
  • Temperatura do Substrato Máx:: 35 ºC – Mín.: 10 ºC

A superfície que será revestida deverá estar limpa, resistente, isenta de oxidação, produtos desmoldantes, manchas de óleo e graxas, e ou qualquer material que possa prejudicar a aderência. Caso haja corrosão das armaduras, deve ser executada uma prévia recuperação da estrutura, utilizando o inibidor de corrosão EucoRepair Ferroprotec e argamassa de reparos Viaplus ST.

A superfície deverá ter um aspecto rugoso, sem incrustações. No caso da superfície estar lisa ou “queimada”, escove antes, utilizando escova de aço mecânica ou manual. Limpe todo o pó deixado pela escovação com jato de ar comprimido. No caso de haver furos e excesso de irregularidade superficial, efetue um estucamento prévio com uma ou 2 demãos de Viaplus 1000 ou Viaplus Stuc.

Aplique Viapoxi Coat com trincha ou rolo de lã totalizando 2 ou 3 demãos, com intervalo de 6 horas entre demãos.

O consumo recomendado é de 1 kg/m2, para atingir uma espessura de 0,75 mm.

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